“É crucial que todo professional da área desenvolva uma relação positiva com o meio ambiente. Um bom designer deveria saber a origem de todos os materiais e estar consciente de que deve usá-lo de uma maneira inteligente, e respeitá-lo”, diz o arquiteto Marko Brajovic, especializado em biomimética e design orgânico, enquanto advoga pelo uso do bambu como matéria-prima para a construção civil.

Aos 17 anos, Brajovic deixou sua Montenegro nativa e partiu para Veneza, onde estudou arquitetura. Ao avançar nos estudos, seguiu para Barcelona, à época um celeiro fertile de jovens artistas das artes visuais e músicos de todos os cantos do mundo que experimentaram as novas linguagens das artes digitais e suas possíveis aplicações em outros campos, como a arquitetura.

Em 2002, um novo interesse na natureza trouxe Brajovic e seus colegas à Costa Rica, onde um cliente exótico pediu que construíssem uma casa desenhada a partir de parâmetros extraídos de “Gymnopédia”, composição de Erik Satie. Desenvolvido com um software desenvolvido especialmente para isso, a casa curva foi construída do abundante bambu local. “Dali em diante, o bambu se tornou uma guia e inspirou profundamente o meu trabalho”, revela Brajovic.

Ele continuou a estudar as aplicações do bambu e o artesanato, enveredando pela biomimética. Um workshop em biomimética aplicada à arquitetura trouxe Brajovic ao Brasil, onde, em 2006, estabeleceu seu multidisciplinar Atelier Marko Brajovic, sediado em São Paulo. Posteriormente, juntaram-se à sociedade os arquitetos Carmela Rocha e Bruno Bezerra. Brajovic vem dando aulas em diferentes universidades enquanto segue desenvolvendo suas pesquisas em biomimética e experience design. Em 2015, montou o grupo de Pesquisa & Desenvolvimento (R&D) byNature.

It is crucial that every professional in the field develops a positive relationship with the environment. A good designer should know the origin of all materials and be aware that you must use them in an intelligent manner, and to respect them.’ Says architect Marko Brajovic, who specializes in biomimetics and organic design, while advocating the use of bamboo in building.

At the age of 17 Brajovic left his native Montenegro for Venice to study architecture. Further studies led him to Barcelona, at the time a come-together of young visual artists and musicians from around the globe who experimented with the new language of digital arts and its possible applications in other fields, such as architecture.

In 2002, a new interest in nature brought Brajovic and colleagues to Costa Rica, where an exotic client asked them to build a house designed within parameters extracted from an Erik Satie’s ‘Gymnopédia’ composition. Designed with specially developed software,  the curved house was built from the locally abundant bamboo. ‘From then on, bamboo became my wise guide and has deeply inspired my work’, Brajovic says.

Brajovic continued to study bamboo technologies and crafts and became interested in biomimetics. A workshop in biomimetics applied to architecture led Brajovic to Brazil, where in 2006 he established his multidisciplinary Atelier Marko Brajovic in São Paulo, later to be joined by the architects Carmela Rocha and Bruno Bezerra. Brajovic has been teaching at different universities while researching in the areas of biomimetics and experience design. In 2015, he established the R&D-group byNature.